Voltar ao blog Dívidas

Dívidas: a ordem certa para começar a quitar

7 min de leitura

Tentar pagar todas as dívidas ao mesmo tempo é o caminho mais rápido pra travar. O dinheiro se espalha, nenhuma some, e a sensação de que não sai do lugar acaba com a motivação. Quitar dívida é sobre sequência, não sobre esforço bruto.

Passo zero: pare de aumentar o buraco

Antes de qualquer estratégia, estanque o sangramento. Não dá pra esvaziar um balde com o ralo aberto e a torneira ligada. Isso significa segurar novas parcelas, evitar usar o cartão no que não cabe no orçamento e, principalmente, não pagar o mínimo da fatura, que joga o resto pro rotativo.

Passo 1: coloque tudo na mesa

Liste cada dívida com três informações: quanto você deve, qual a parcela mensal e, o mais importante, qual a taxa de juros. É essa terceira coluna que muda o jogo. Uma dívida de valor pequeno com juros altíssimos pode custar mais que uma dívida grande e barata.

No Brasil, os vilões têm nome: o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial. As taxas costumam passar de 100% ao ano, muito acima de um financiamento ou de um empréstimo consignado. Essas são quase sempre as primeiras a atacar.

Passo 2: escolha um método

Existem dois caminhos consagrados. Os dois funcionam. A diferença é o que pesa mais pra você: economizar mais dinheiro ou sentir o progresso mais rápido.

Método avalanche (rende mais)

Você paga o mínimo de todas e joga todo o dinheiro extra na dívida de maior taxa de juros. Quando ela acaba, direciona essa mesma quantia pra próxima mais cara. Matematicamente, é o que faz você pagar menos juros no total. É a escolha mais eficiente.

Método bola de neve (motiva mais)

Você paga o mínimo de todas e ataca primeiro a de menor saldo, independente dos juros. A primeira quitação vem rápido, gera um empurrão psicológico, e você usa essa energia pra seguir. Custa um pouco mais em juros, mas muita gente só termina a jornada por causa desse impulso inicial.

Se você é do tipo que precisa ver resultado pra não desanimar, a bola de neve pode ser mais realista. Se consegue manter o foco olhando pra planilha, a avalanche economiza mais. Não existe certo absoluto, existe o que você vai conseguir manter.

Passo 3: negocie, sempre

Dívida atrasada quase sempre tem margem pra negociação. Banco e loja preferem receber com desconto a não receber. Ligue, pergunte por condições de quitação à vista, peça a redução ou a portabilidade de uma dívida cara pra uma linha mais barata (como transformar rotativo em um parcelamento de juro menor). Uma ligação pode valer meses de esforço.

Passo 4: transforme a parcela que sumiu em reserva

Quando você quita uma dívida, aparece um dinheiro livre no orçamento. O instinto é gastar. Resista. Redirecione essa quantia primeiro pra próxima dívida e, quando tudo estiver limpo, pra sua reserva de emergência. É ela que impede você de voltar a se endividar no próximo imprevisto.

Um resumo pra colar na geladeira

  1. Pare de criar dívida nova.
  2. Liste tudo com os juros na frente.
  3. Ataque o rotativo e o cheque especial primeiro.
  4. Escolha avalanche (economiza) ou bola de neve (motiva).
  5. Negocie o que der.
  6. Quando quitar, reaproveite a parcela em vez de gastar.

Enxergue suas dívidas com clareza

No Poupize você acompanha acordos e parcelamentos, vê o que vence e organiza os pagamentos do mês num lugar só.

Conhecer o Poupize