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Como começar a planejar a aposentadoria hoje

6 min de leitura

Aposentadoria parece um assunto distante, coisa para pensar lá na frente. O problema é que quem deixa para depois perde justamente o ingrediente mais valioso desse plano: o tempo. A boa notícia é que dá para começar hoje, com o que você tem, e ainda assim chegar bem.

Por que não contar só com o INSS

O INSS é uma base importante, e vale a pena manter suas contribuições em dia. Mas ele tem tetos e regras, e para muita gente o valor do benefício fica abaixo do que a pessoa ganhava trabalhando. Se você quer manter o mesmo padrão de vida, o INSS sozinho tende a não dar conta. Encare a aposentadoria pública como o alicerce e construa uma poupança própria por cima dela.

O poder de começar cedo

Aqui mora o segredo. Quando você investe, seus rendimentos passam a render também, e isso se repete mês após mês. É o que chamam de juros compostos. Quanto mais anos você deixa esse efeito trabalhar, maior fica a bola de neve.

Veja um exemplo simples, só para ilustrar (não é promessa de retorno). Guardar 300 reais por mês durante 30 anos acumula muito mais do que guardar 600 reais por mês durante 15 anos, mesmo você tendo colocado o mesmo total do próprio bolso. A diferença é o tempo que o dinheiro teve para render. Começar cedo, mesmo com pouco, vale mais do que começar tarde com muito.

Como estimar quanto você vai precisar

Um jeito prático de ter uma meta é pensar na renda mensal que você gostaria de ter quando parar de trabalhar. A partir dela, você monta o tamanho do patrimônio que precisa acumular.

  1. Estime seu gasto mensal na aposentadoria (muita gente usa algo em torno de 70% a 80% do gasto atual).
  2. Desconte o que o INSS deve cobrir e veja quanto falta por mês.
  3. Some seus rendimentos futuros para chegar ao patrimônio que gera essa renda que falta.

Não precisa acertar na casa dos centavos. O objetivo é ter um alvo para saber se você está no caminho.

Dica: comece pelo número que você consegue guardar hoje, não pelo número ideal. Um aporte pequeno que existe vale mais do que um plano perfeito que nunca sai do papel.

Quanto guardar por mês

Uma referência conhecida é separar de 10% a 15% da sua renda para o longo prazo. Se hoje isso está apertado, comece com o que der, nem que seja 5%, e aumente um pouco a cada aumento de salário ou a cada dívida quitada. Uma boa oportunidade de dar um empurrão é o 13º salário: em vez de gastar tudo, direcione uma parte para a aposentadoria.

Onde acumular esse dinheiro

Existem caminhos diferentes, cada um com prós e contras. Vale conhecer as opções sem se prender a um produto específico:

O ponto comum é a consistência. O melhor produto é aquele em que você consegue aportar todo mês, sem sustos.

Automatize e revise

Deixe o aporte automático, de preferência logo depois que o salário cai, para não depender da sua força de vontade no fim do mês. E revise o plano pelo menos uma vez por ano, ou quando sua vida mudar (novo emprego, filho, casa). A aposentadoria não é uma decisão única, é um hábito que você ajusta ao longo do caminho.

Perguntas frequentes

Ainda vale a pena começar se eu já passei dos 40?

Vale, sim. Você tem menos tempo para os juros compostos trabalharem, então talvez precise guardar um percentual maior da renda, mas cada ano conta. O pior cenário é não começar.

Preciso quitar minhas dívidas antes de investir para a aposentadoria?

Dívidas caras, como rotativo do cartão e cheque especial, custam mais do que qualquer investimento rende. Priorize quitá-las e, em paralelo, mantenha um aporte pequeno para não perder o hábito.

Qual a diferença entre PGBL e VGBL?

No PGBL o imposto incide sobre o valor total no resgate, e ele pode dar benefício fiscal para quem declara no modelo completo. No VGBL o imposto incide só sobre o rendimento, sendo mais indicado para quem declara no simplificado ou não declara.

O futuro começa no mês atual

Guardar para a aposentadoria fica mais fácil quando você sabe quanto sobra. O Poupize organiza isso para você. Sem planilha.

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